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Crepes light: sem açúcar, sem gordura

Sempre quis fazer crepes, mas achava muito trabalhosas aquelas receitas com "20g de manteiga" e "50g de açúcar". Ainda para mais estou a tentar seguir uma dieta com poucos hidratos de carbono e pouca gordura. Usar adoçantes nunca foi bem para mim. Altera demasiado o sabor da comida... e depois de ter visto um documentário produzido pela televisão Arté, constatei que mais vale habituar-me a usar menos açúcar ou mesmo nenhum - que é o caso desta receita. Não vale a pena fazer um crepe doce se o que interessa mesmo é o recheio, não é? Andei em experiências e cheguei a esta receita, que nem precisa de balança - só de uma caneca que tenha capacidade de 250ml, para servir de medida. É mesmo muito fácil!

Ingredientes:
quase meia caneca de farinha (branca ou integral, ou metade flocos de aveia, metade farinha) sem fermento (equivale a 4 c. sopa cheias)
acabar de encher a caneca com leite magro
1 ovo (ou só a clara, para quem controla o colesterol)
1 pitada de sal

Colocar primeiro a farinha na caneca, acabar de a encher com o leite magro e rapidamente deitar tudo num copo misturador ou no copo da varinha mágica. Juntar o ovo e o sal. Bater com o máquina/varinha mágica para ficar homogéneo. Obtém-se uma massa líquida, sem grumos tão espesso como uma sopa em creme.
Deixar repousar durante pelo menos 30 minutos, ou durante a noite, no frigorífico.
Aquecer uma frigideira antiaderente. Não é preciso gordura, mas quem preferir pode colocar umas gotas de óleo e espalhar com papel de cozinha. Aquecer à temperatura de quem vai refogar cebola - temperatura média/média alta. Colocar 3 a 4 c. sopa da massa e espalhar rapidamente para cobrir todo o fundo da frigideira uniformemente. A massa começa a cozer, a fazer umas bolinhas e a secar nas bordas. Com uma espátula tentar levantar o crepe pela borda. Se partir, ainda não está cozido o suficiente. Se não partir, levantar tudo e virar. Deixar mais 30 segundos do segundo lado. Não chegam a dourar. Deitar num prato, uns por cima dos outros.

Rende 6 a 8 crepes pequenos (de 15 cm), dependendo da liquidez da massa

O recheio pode ser doce ou salgado. Gosto de enrolar os meus com uma fatia de fiambre ou de queijo magro. Ou então com uma colher de café de doce de fruta. Não precisa de mais.
Também pode ser com rodelas de banana ou gelado e molho de chocolate. Ou com metades de pêssego em lata.
Ou tipo cannelloni, enrolando um charuto com carne picada, ou com espinafres e requeijão. Pode até fazer-se um tabuleiro deles, cobrir com molho de tomate ou bechamel e queijo ralado e levar ao forno.
São óptimos para um pequeno almoço ao domingo, bem tarde, e que serve logo de almoço... o que os ingleses chamam brunch, a junção das duas palavras breakfast e lunch.
Comer estes crepes sem recheio é que não aconselho. Não sabe a nada. e é por isso que são tão versáteis!

Desentupir canos

Podemos comprar produtos caros, tóxicos e poluentes. Ou podemos comprar um pacote de bicarbonato de sódio (100 g custam 0,55€) e uma garrafa de vinagre (um litro custa 0,44€) e poupar também o ambiente.

Ingredientes:
4 colheres de sopa de bicarbonato de sódio
100 ml de vinagre
1 litro de água quente

Secar o ralo com papel de cozinha. Deitar o bicarbonato no ralo e fazê-lo descer. Deitar o vinagre. De imediato vai começar a fazer muita espuma. Tapar o ralo para que seja forçada para o cano. Deixar actuar assim durante 30 minutos ou mais. Deitar água quente e depois enxaguar com água fria.

Bolachas de chá

Estas são deliciosas bolachas feitas com chá... para o chá! Ou para o café, claro.

Ingredientes:
2 saquetas de chá (verde com menta ou preto de tipo Earl Grey)
300g de farinha (integral ou metade farinha, metade flocos de aveia)
1 c. chá de fermento em pó
150g açúcar (amarelo)
1 pitada de sal
150g de manteiga (ou 75g de óleo vegetal)
1 ovo inteiro
 + 1 gema
açúcar e canela em pó para polvilhar

Abrir as saquetas de chá com uma tesoura e juntar o conteúdo à farinha. Juntar os restantes ingredientes (juntar mais farinha ou leite se necessário), estender e recortar bolachas. Polvilhar com uma mistura de açúcar e canela.
Vão ao forno a 180ºC durante 10-15 minutos.

Produtos de beleza caseiros: esfoliante suave

Para uma pele muito macia e limpa, convém usar um esfoliante com regularidade. Por vezes, os que se compram são demasiado agressivos para as peles mais sensíveis ou alérgicas aos ingredientes industriais. Aqui fica uma proposta com ingredientes naturais e acessíveis. Pode fazer-se em pequenas quantidades ou guardar fora do frigorífico num pequeno frasco para ter sempre à mão (com uma colher de café para poder mexer antes de usar).

Ingredientes:
uma colher de chá de mel
uma colher de chá de açúcar branco

Misturar tudo. Humedecer a pele e aplicar um pouco da mistura. Espalhar em movimentos circulares suaves. Enxaguar e, sobre a pele molhada, aplicar um pouco de óleo de amêndoas doces.

Crumble de pêra

O crumble é uma sobremesa britânica com uma camada de fruta e uma cobertura crocante. Morno é como sabe melhor, com um molho de baunilha ou uma bola de gelado de baunilha.

Ingredientes:
4 pêras cortadas em lâminas
com canela e açúcar
200 g de farinha
100 g açúcar amarelo
80 g de manteiga

Numa forma de tarte refractária dispor uma camada de pêras. Misturar em areia, ou seja, misturar de propósito para formar grumos, os restantes ingredientes. Espalhar esta "areia" por cima da fruta, apenas para cobrir sem carregar. Vai ao forno a 180º durante 30 minutos.

Ou levar ao microondas na potência máxima durante 5 minutos.

Variantes:
Pode fazer-se com maçã, ameixa ou frutos vermelhos. Podem juntar-se sultanas e/ou nozes às pêras ou maçãs. Para a cobertura ficar ainda mais crocante pode juntar-se-lhe amêndoa moída.

Guardar talões do multibanco

Quanto a mim, as máquinas ATM (automatic teller machine) e terminais de pagamento no supermercado que dão talões em papel térmico deveriam ser proibidos. Pode ser mais moderno e até mais económico por não precisar de tinteiros para a impressão, mas o que está no talão desaparece com o calor, com fricção (por exemplo ao guardar dentro da carteira durante alguns dias) e simplesmente com o passar do tempo (em poucos meses). Assim, não vale de nada guardar o talão para uma garantia de dois anos para um aparelho eléctrico!
Deixo aqui algumas ideias para preservar os dados:
1) As máquinas ATM mais antigas ainda têm impressora de agulhas, daquelas que havia antes de todos podermos comprar impressora a jacto de tinta. Aquela escrita picoteada não desaparece com o tempo, desde que resguardada de fontes de luz. A próxima vez que vai levantar dinheiro, repare no tipo de talão: papel térmico ou impressão a agulhas. Escolha esta última quando precisa de guardar o talão. Quando quero fazer pagamentos ou transferências, já sei quais são as ATM onde posso ir para evitar "a tinta invisível" nos talões.
2) Faça uma cópia do talão. Pode ser fotocópia (embora seja um grande desperdício se for apenas para uma talão), uma fotografia digital ou uma passagem no scanner. No computador pode organizar os seus talões de compra. Não sei qual é a vantagem destas cópias em termos de garantia, mas deve ser melhor do que a do papel térmico ilegível.

Produtos de beleza caseiros: amaciador para cabelo

Basta usar vinagre no último enxaguamento depois de lavar o cabelo.

Ingredientes:
4 colheres de sopa de vinagre de vinho branco ou de sidra
1 litro de água fria

Dilui-se o vinagre na água. É claro que isto cheira ligeiramente a vinagre, e que o cabelo também terá este cheiro, mas apenas até secar. Depois dissipa-se totalmente e o cabelo, além de brilhante, fica macio e leve.

Truque para cabelo mais brilhante

É tão fácil, rápido e eficaz, que naturalmente se vai tornar um hábito. Depois de lavar o cabelo, o último enxaguamento deve ser com água bem fria. E se se secar com o secador o mais frio possível, ainda melhor.

Como reconhecer e evitar o silicone no champô

Remexendo as prateleiras do supermercado, chega-se facilmente à conclusão que 80% dos champôs, amaciadores e outros produtos para cabelo contêm silicone. Nos ingredientes consta um elemento, cuja designação termina com o sufixo "-methiocone"; por exemplo "Dimethicone".
O champô sem silicone já começa a estar bem identificado. No verso de algumas embalagens pode aparecer a descrição do produto, dizendo "fórmula sem silicone", como nas embalagens da marca Franck Provost. Algumas embalagens publicitam na frente que é um produto "sem parabenos", como por exemplo algumas da linha "Garnier Ultra Suave".
Os champôs ditos "naturais" também costumam ser seguros, mas também bem mais caros. Também se pode comprar champô sem acção detergente (o mais suave de todos os champôs) na farmácia.

Para um cabelo saudável e brilhante... com silicone?

Muitas vezes a publicidade leva-nos a comprar coisas que nós nem sabíamos que precisávamos. Assim acontece com os produtos para o cabelo. Champôs, amaciadores (também chamados de "condicionadores" por influência da língua inglesa) e todo o tipo de gel, sprays e séruns prometem cabelo brilhante e, instantaneamente, sem pontas espigadas.
O segredo deste milagre capilar? Silicone. É verdade! E chocante, não é? Ao que parece, o silicone misturado no champô ou amaciador  envolve o cabelo assim que entra em contacto com ele e fá-lo brilhar. Para quem não for alérgico a este ingrediente é um resultado espetacular...
Os problemas surgem quando se é alérgico. Pelo pouco que percebi das leituras na net em revistas inglesas e alemãs, os sintomas podem ir de cabelo muito oleoso a caspa frequente, comichão e até queda de cabelo. E há três tipos de silicone usados: os não soluvéis em água, os parcialmente soluvéis e os totalmente hidrossoluvéis. O tempo que demora a lavar todo o silicone do cabelo é de mais ou menos duas semanas com um champô sem este ingrediente.
Mas como manter um cabelo bonito e brilhante sem estes champôs "milagrosos"? O dilema é grande, pois quando se deixa de os usar, após as primeiras lavagens o cabelo parece "palha", totalmente ressequido e indomável. A resposta é simples: recorrendo a produtos naturais e receitas tradicionais. Sempre houve cabelo bonito, saudável e brilhante... e sem silicone!

Fazer doces de fruta com pouco açúcar


Estamos naquela altura do ano, em que trazemos sacos de fruta da "terrinha", que não cabem todos no frigorífico. Inevitavelmente ela se vai estragando na proporção inversa da nossa capacidade de comer tanta fruta.
O que fazer a tanta maçã, pêssegos, abrunhos, marmelos, e ameixas? Doces  de fruta para o pequeno-almoço ou lanche, no pão, na fatia de bolo ou como recheio de um bolo enrolado. Para além de aproveitarmos fruta com mais sabor, podemos fazer doces menos habituais, como os de melão, figo, tomate ou abóbora.
Outra grande vantagem é que podemos controlar a quantidade de açúcar do doce. Tradicionalmente, usa-se 1kg de açúcar para 1kg de fruta. É perfeitamente suficiente usar reduzir para metade essa quantidade, ou seja 500g de açúcar para 1kg de fruta, sobretudo se for doce como os abrunhos/ameixas, o tomate maduro ou o melão.
Se o doce vai ser consumido em poucas semanas, pode até deixar-se o doce mais líquido. O doce não precisa atingir o famoso "ponto de estrada" - quando se passa a colher de pau pelo meio do doce, consegue-se ver o fundo da panela, pois o doce está suficientemente espesso para se manter afastado e vê-se o risco que a colher deixa como se fosse uma estrada. Não deixar o doce tão espesso tem a vantagem de ser mais rápido de se fazer, por não precisar de cozer tanto tempo.
Para que não fique líquido demais, use gelatina. É difícil calcular a quantidade, mas também não precisa de ser muito exacto. É preciso um terço das folhas do que para uma gelatina normal. Ou seja, para gelificar 1l de água, seriam precisas 12 folhas. Se estimar que tem 1l de doce, deve usar 4 folhas demolhadas em água fria durante 10 minutos, espremidas, e juntar ao doce ainda quente antes de o colocar nos frascos. Para os que fazem compras na cadeia alemã de supermercados "Aldi", há um açúcar próprio para doces, que já tem a gelatina em pó incluída. Chama-se Gelierzucker 2:1. Ainda não tive a oportunidade de experimentar, mas deve ter instruções na embalagem.
Algumas frutas precisam mesmo da gelatina, senão os doces ficam sempre líquidos. É o caso do morango, da framboesa e amora. Outros nunca precisam, pois são ricos em pectina, uma gelatina vegetal. É o caso dos marmelos, maçãs e pêras.

Tirar autocolantes

Quando compramos um presente, lá está o preço. Uma nova frigideira anti-aderente? Lá está o código de barras colado na base, pronta a esturricar na primeira vez que vai ao lume. Por muito que se tente deslocar, ficam sempre restos de cola e papel.
Uma forma fácil para descolar tudo de uma só vez é usar o secador de cabelo. Aquece-se bem o autocolante e ao puxar sai tudo, sem rasgar e sem restos de cola.
Se ficar peganhento, e a superfície não se estragar com isso, pode-se recorrer ao álcool etílico no algodão ou cotonete. Quando o álcool não funciona, resulta a acetona, aquela que usamos para tirar o verniz das unhas.